Paula Santos: A Educadora que transforma golpes em liberdade

Foto: Paula Santos

Por trás de cada aula de defesa pessoal, há uma história de resistência. Em meio às ruas do Jardim América, em Goiânia, uma mulher vem quebrando barreiras e inspirando uma nova geração de mulheres a se levantarem – não apenas com os punhos cerrados, mas com autoestima, coragem e propósito. Aos 44 anos, Paula Alessandra Santos Pereira é mais do que instrutora de artes marciais: é uma educadora do corpo e da alma. Uma liderança que cresceu com sua comunidade e agora ajuda a levantá-la, uma mulher por vez.

Das raízes da capoeira à força do boxe: uma trajetória de empoderamento

Filha do Jardim América  e criada em solo goianiense, Paula iniciou seu caminho na comunicação comunitária ainda na adolescência, aos 13 anos, por meio da capoeira. Integrou os grupos Abadá e, posteriormente, o Candeias, onde aprendeu não apenas movimentos, mas valores. A busca por autodefesa se transformou em paixão, e a paixão em vocação.
Hoje, acumula títulos e responsabilidades: é instrutora de Krav Maga pela Federação Brasileira de Krav Maga e Kapap, instrutora de Wushu Sandaprofessora e árbitra de boxe certificada pela Confederação Brasileira de Boxe e Federação Brasileira de Esportes de Combate. Mas sua verdadeira luta sempre foi outra: quebrar a descrença de que uma mulher pode ocupar espaços de liderança no esporte.

“O maior desafio foi romper o preconceito. Ser mulher e ser levada a sério nesse meio exigiu força, constância e fé”, afirma com firmeza.

Do ringue para a vida real: protegendo quem mais precisa

Além dos títulos, Paula coleciona conquistas invisíveis – como a confiança restaurada em vítimas de violência. Em parceria com a ONG Casa Amor e Vida, ela oferece aulas gratuitas de Krav Maga a mulheres em situação de vulnerabilidade, promovendo não só defesa física, mas emocional.
“Quando uma mulher aprende a se defender, algo muda dentro dela. Ela volta a acreditar que pode escolher, que pode dizer não, que pode ser livre”, relata, emocionada.

E o impacto já é visível. Muitas das alunas que iniciaram o curso hoje participam de outras atividades esportivas e sociais, criando um círculo virtuoso de fortalecimento comunitário. A educadora se tornou espelho para quem antes mal se olhava no espelho.

Sonhar é lutar com os olhos abertos

Paula não para. Seu maior sonho é ampliar esse projeto para atingir o maior número possível de mulheres e jovens. Ela sonha com um Jardim América onde o esporte seja ponte para oportunidades, acolhimento e transformação.

“Se eu pudesse mudar uma realidade hoje, seria o quadro de violência contra a mulher. Quero viver num bairro onde o medo não tenha vez.”

Para os jovens que desejam fazer a diferença mas ainda não sabem como começar, Paula é direta:
“Acredite em você. Os sonhos são sementes, e você é terra fértil. Comece com o que você tem, onde está.”

Uma voz que pulsa com o povo

Paula vê no Portal 91 de Notícias e no Movimento Consciência Brasil aliados fundamentais de sua missão.

“Esse portal é mais que informação. É representação, é ponte entre a periferia e os direitos que ainda são negados. É onde a comunidade se vê, se ouve e se reconhece.”
Segundo ela, integrar a rede do Movimento Consciência Brasil (MCB) é também uma forma de garantir visibilidade a quem sempre foi silenciado. “Através do MCB, podemos garantir voz e vez para quem nunca teve. Isso é política do bem. É fé com ação.”

Palavra final

“Quero deixar aqui meu reconhecimento ao canal Movimento Consciência Brasil, que vem fazendo um trabalho incrível e necessário! Um canal que informa com responsabilidade, dá voz à periferia, valoriza a cultura popular e levanta debates que realmente fazem a diferença. É mais que mídia – é resistência, consciência e transformação na prática. Que esse movimento continue crescendo e despertando cada vez mais mentes e corações. Parabéns pelo compromisso com a verdade e com o povo!”

Para acompanhar mais histórias como a de Paula Alessandra, acesse www.portal91noticias.com.br e siga o Movimento Consciência Brasil nas redes sociais.

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