Mabel tenta barrar CEI do lixo com proposta de canal direto entre Câmara e consórcio Limpa Gyn

Em mais um gesto de proximidade com Consórcio Limpa Gyn, prefeito toma café na sede da empresa (Foto: Divulgação)
 
 
Por Lucas de Godoi 
 
 

Em movimento para tentar evitar a instalação da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que pretende investigar o contrato de coleta de lixo em Goiânia, o prefeito Sandro Mabel (UB) propôs, nesta terça-feira (5), um canal direto de comunicação entre o consórcio Limpa Gyn e a Câmara Municipal. Vereadores intensificaram críticas ao consórcio há um mês diante de insatisfação com os serviços prestados e também acenaram para desejo de aproximação com a empresa.

Durante almoço com vereadores no Paço Municipal, nesta terça-feira (6), Mabel apresentou a ideia de que a empresa compartilhe informações diretamente com o Legislativo, como roteiros de coleta, dados de GPS dos caminhões e imagens das câmeras instaladas nos veículos. A proposta surge dias após 16 parlamentares, incluindo o líder do governo, Igor Franco (MDB), assinarem requerimento para a abertura da CEI da limpeza urbana.

A secretária de Governo Sabrina Garcez também já tinha acenado para o diálogo em uma entrevista. Ela disse, na época, que buscava estreitar os laços entre parlamentares e a empresa.

Oficialmente, Mabel se afasta do objeto da CEI, sob alegação de que o trabalho legislativo fosse focar no mandato do ex-prefeito Rogério Cruz (SD), que assinou o contrato. No entanto, abrangeria aditivo de R$ 9 milhões dado por Mabel com possibilidade de ampliação das minúcias investigativas.

O prefeito também afirmou que participará, nesta quinta-feira (7), de uma visita à sede da empresa, convidando todos os vereadores a acompanharem a agenda. A intenção, segundo ele, é abrir a gestão da limpeza urbana à fiscalização do Legislativo sem que seja necessária a abertura de uma comissão de inquérito.

Relação com a Câmara

O clima político no Paço é de apreensão diante da possibilidade de instalação da CEI. Nos bastidores, o prefeito Sandro Mabel  também vê como insustentável a liderança de Igor Franco, que assinou e teria articulado o requerimento. Aliados de Mabel tem sugerido que o prefeito considere manter o vereador  neste primeiro ano legislativo e substitua apenas em 2026.

Com a volta das sessões, prevista para a próxima terça-feira (12), é esperado que parlamentares subam o tom em relação à Prefeitura de Goiânia. Parte dos vereadores tem visto com atenção as auditorias e investigações que a atual administração tem promovido internamente.

 

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