Moradores de Goiânia reivindicam reforma de ginásio do Jardim América, sob gestão do governo estadual

Por Edmilson Silveira e Paula Santos

Goiânia — Moradores do Jardim América, bairro mais populoso da capital goiana, cobram do governo estadual a reforma do Ginásio de Esportes Antônio Manoel Galindo, inaugurado nos anos 1990 e sob responsabilidade da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel).
O espaço, segundo frequentadores, encontra-se em situação de abandono: telhas quebradas, infiltrações, banheiros inutilizados e ausência de manutenção. Estrutura que já foi palco de campeonatos e eventos comunitários, o ginásio hoje está praticamente interditado para atividades esportivas.
“É muito triste ver um ginásio que marcou a história do bairro nesse estado. Nossos jovens não têm onde praticar esporte”, afirma a comerciante Maria da Conceição, moradora há mais de 20 anos da região.
Contexto urbano
Com mais de 50 mil habitantes, o Jardim América é um dos bairros de maior densidade populacional de Goiânia. Apesar disso, carece de espaços públicos de esporte e lazer. O ginásio, próximo à Avenida T-9, sempre foi referência para atividades coletivas e projetos sociais.
Sem manutenção adequada, moradores passaram a improvisar atividades em praças e áreas abertas. Grupos de skatistas utilizam o entorno do ginásio para treinos informais, apesar da falta de iluminação e segurança.
Responsabilidade estadual
Diferentemente de praças e quadras sob gestão municipal, o ginásio é de competência do governo estadual, por meio da Seel. Até agora, não há previsão oficial de reforma ou revitalização.
A reportagem procurou a Secretaria de Estado de Esporte e Lazer, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.
Impacto comunitário
Para o Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social do Jardim América e Adjacências, presidido por Edmilson Silveira, a falta de infraestrutura compromete políticas públicas voltadas à juventude.
“Sem espaços adequados de esporte e lazer, aumentam as vulnerabilidades sociais e diminuem as oportunidades de inclusão”, avalia Silveira.
Experiências recentes
Nos últimos anos, outros ginásios da capital receberam recursos estaduais, como os localizados no Jardim Guanabara e no Setor Pedro Ludovico, em reformas que somaram mais de R$ 1 milhão. O contraste reforça a sensação de abandono entre os moradores do Jardim América.
Próximos passos
O instituto articula um abaixo-assinado para protocolar junto ao governo estadual um pedido formal de recuperação da estrutura. Entre as demandas estão:
reforma da cobertura;
recuperação dos banheiros;
instalação de iluminação adequada;
reforço da segurança patrimonial.
Conclusão
O caso do Ginásio Antônio Manoel Galindo expõe um problema recorrente na gestão de equipamentos públicos em Goiânia: enquanto bairros centrais recebem investimentos, regiões populosas seguem sem infraestrutura básica. Para o Jardim América, a revitalização do ginásio representa mais que uma pauta esportiva — é uma questão de cidadania.

 

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