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Ex-presidente dos EUA revela ter agido para impedir fortalecimento de bloco emergente
Por Redação | São Paulo
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou publicamente que uma ameaça estratégica feita por ele teria sido a responsável pelo esvaziamento da cúpula do Brics realizada no Brasil. A declaração ocorreu durante evento político na Flórida e ecoa tensões já perceptíveis na geopolítica global: a tentativa de redução da dependência do dólar por parte de países emergentes.
“Se eles criassem uma moeda própria, seria como perder uma guerra mundial”, afirmou Trump, ao comentar a tentativa dos países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) de avançar na criação de um novo sistema financeiro multilateral.
De acordo com Trump, sua intervenção visou justamente desestabilizar esse movimento coordenado. Sem entrar em detalhes operacionais, o ex-presidente disse ter “atuado de forma firme e silenciosa” para alertar aliados e intimidar participantes, o que teria levado à ausência de líderes estratégicos na reunião.
A revelação, feita em tom de orgulho, expõe uma faceta de diplomacia agressiva típica da gestão Trump, mas que reacende preocupações sobre a postura unilateralista dos Estados Unidos em fóruns internacionais — mesmo fora do cargo.
Reação internacional
A fala provocou reações imediatas. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro informou que “ações de sabotagem à soberania diplomática do Brasil são inaceitáveis”, sem citar diretamente o ex-presidente norte-americano.
Na China e na Rússia, veículos oficiais classificaram o gesto como um “ataque à ordem multipolar” e pediram “respostas firmes dos países do Sul Global”. O governo da África do Sul evitou comentar, enquanto o Ministério das Finanças da Índia afirmou que o país segue comprometido com “a cooperação multilateral”.
Contexto da cúpula
A cúpula do Brics em questão estava prevista para aprofundar a discussão sobre a criação de uma moeda alternativa ao dólar para transações comerciais internacionais. Embora não houvesse consenso, diplomatas brasileiros consideravam o encontro uma oportunidade para reafirmar o protagonismo do Brasil em blocos emergentes.
Com a ausência de líderes-chave como Xi Jinping e Vladimir Putin, o evento perdeu força política e foi reduzido a um fórum de caráter técnico. Agora, com a confissão de Trump, parte da explicação ganha contornos públicos
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